O preço do leite pago ao produtor paranaense registrou uma forte alta no mês de maio, trazendo um alívio momentâneo para os pecuaristas do estado. De acordo com o Boletim Conjuntural divulgado na última quarta-feira pelo Departamento de Economia Rural, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, os produtores receberam, na média do mês, R$ 2,64 por litro entregue à indústria. O valor representa um aumento significativo de 11,4% em comparação aos R$ 2,37 registrados em abril.
O levantamento do departamento aponta que essa valorização ajudou a reduzir a diferença em relação ao mesmo período do ano passado, quando o litro havia sido comercializado por uma média de R$ 2,86. Esse avanço representa um fôlego financeiro importante para a categoria, que vinha enfrentando um longo período de margens de lucro bastante apertadas. Apesar do cenário positivo de recuperação, o boletim faz um alerta importante: a alta recente pode estar muito ligada a fatores climáticos específicos do período, o que significa que o preço atual não tem garantia de sustentação ou de estabilidade nos patamares mais altos em longo prazo.
Esse movimento de valorização no campo já começou a pesar no bolso dos consumidores e a ser refletido nas gôndolas dos supermercados. Dados da Secretaria da Agricultura mostram que o leite longa vida está sendo vendido no comércio varejista do Paraná por um preço médio de R$ 5,35 por litro, o que evidencia o repasse parcial do aumento sofrido pela indústria na captação do produto na fazenda.
A tendência para o curto prazo ainda é de pressão nos preços. A análise dos técnicos do Departamento de Economia Rural sinaliza que o mercado consumidor pode continuar registrando reajustes ao longo dos próximos meses. A expectativa do setor é de que as cotações permaneçam nessa trajetória ascendente de alta até que a captação de leite pelas indústrias volte a apresentar maior estabilidade e volume no estado.
Com informações do Agrolink








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