Desrespeitando distanciamento jovens se aglomeram em locais públicos de Corbélia


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O Decreto Municipal 488/2020 publicado em 17 de Julho que dispõe sobre as medidas complementares para enfrentamento da pandemia da COVID-19, deixa clara a proibição para aglomerações, seja em lugares abertos ou fechados.

No entanto, o comportamento de jovens em Corbélia aos finais de semana demonstra não só o descumprimento à legislação, mas também a irresponsabilidade diante do aumento de casos confirmados no município. Entre os dias 28 de agosto, e esta sexta-feira, 04 de Setembro foram 40 pacientes positivados com o vírus.

As aglomerações não ocorrem dentro das lojas ou em restaurantes, elas são vistas em locais públicos já conhecidos por serem o ponto de encontro dos jovens. Em Corbélia, pelo menos nos últimos três finais de semana nossa equipe encontrou jovens se aglomerando próximo à rodoviária, todos sem máscara e compartilhando copos, um risco à saúde.

A situação já foi denunciada diversas vezes ao Disk Aglomeração, como conta o servidor Alexssandro Ervin Dai. Segundo ele a dificuldade está na responsabilização, já que a aglomeração não ocorre dentro dos estabelecimentos comerciais.

“Nós já fomos ao menos duas vezes neste local, e o empresário está tomando todas as medidas possíveis. Não está aglomerando dentro do estabelecimento dele, então não tem como a gente fazer a autuação. O pessoal simplesmente está na frente, na rua, e aí a gente não consegue fazer autuação. Não tem como a gente parar e fazer as pessoas irem pra casa. A vigilância não tem embasamento legal para isso.”

Os dados mostram que o número de jovens entre 18 e 30 anos contaminados por COVID-19 em Corbélia é alto. O alerta acende uma luz vermelha na saúde, já que estes jovens que frequentam os locais públicos, são os grandes responsáveis por transmitir o vírus pais, e familiares idosos.

De segunda à sexta-feira, os fiscais atuam diretamente no comércio local realizando a orientação e notificação quando necessário nas empresas. Com um check-list em mãos eles realizam a averiguação de todas as normas de acordo com cada atividade do estabelecimento.

Em um rápido levantamento Alexssandro afirma que já foram feitas pelo menos 50 notificações, mas o grande problema não está nas empresas. “São casos bem pontuais, que nós vamos fazemos a notificação, conversamos com o proprietário e ele acaba aderindo e fazendo o correto. Nós não temos problemas com o comércio. É mais com a população não obedecer.”

Após as 18h é responsabilidade da Vigilância Sanitária a averiguação de locais que estejam descumprindo as normas. As denúncias chegam através do Disk Aglomeração (45) 9 9980-6697 com informações de estabelecimentos comerciais lotados ou festas clandestinas.

O fiscal conta que além das aglomerações dentro da cidade há ainda as festas que são feitas em propriedades rurais. “São feitas festas em sítio, chácara e muitas vezes não chegam pra nós aqui esses locais, e endereço certinho. A população pode denunciar, mas tem que ter responsabilidade de saber que se há realmente uma aglomeração ou som alto.”

Alexsandro reafirma que o descumprimento das normas em sua maioria é por parte da população.

“As pessoas não estão cumprindo a parte delas. Que é ter essa proteção pra ela e para a família dela e outras pessoas. Isso não está acontecendo. Tem muita festinha em final de semana, fora de hora com pessoal de outras residências. Está complicado, as pessoas não estão levando a sério a pandemia.”

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