Cadeia pública feminina de Corbélia é visitada por integrantes da APAC e da OAB de Cascavel

Na manhã de quinta-feira (17), integrantes da APAC – Associação de Proteção e Assistência aos Condenados, e OAB de Cascavel realizaram uma visita à Cadeia Pública Feminina de Corbélia. Hoje, ao todo, 53 mulheres estão na cadeia de Corbélia, sendo que dentre elas, um número considerável ainda terá julgamento (presas provisórias).

Na visita, os integrantes da APAC puderam ver de perto a estrutura e como funciona hoje este estabelecimento prisional, e será analisada a possibilidade de transformação deste presídio em uma APAC feminina, somente com algumas pequenas alterações na infraestrutura.

Também se iniciou um levantamento do perfil das apenadas, para que seja possível entender qual tipo de sistema de ensino seria necessário levar para o local, bem como, quais parcerias relacionadas a trabalho, poderiam ser realizadas, visto que no modelo APAC, todos os presos trabalham e estudam.

Entendendo a demanda das detentas, a Apac poderá desenvolver projetos, especializações e proporcionar as devidas tratativas, para que essas mulheres tenham melhores condições de serem reintegradas na sociedade após cumprirem suas penas.

Em novembro do ano passado, houve eleição da APAC Cascavel, onde foram eleitos como presidente o ex-vereador Fernando Hallberg, e como vice-presidente a advogada Evelyne Paludo. Ainda, fazem parte da diretoria as advogadas Mary Jurumenha e Bruna Schultz, o advogado Márcio Berti, o engenheiro químico Thiago Olinek Reinehr, e a rotaractiana Ana Carolina Campanha.

O QUE É A APAC

A sigla APAC significa Associação de Proteção e Assistência aos Condenados. A primeira APAC nasceu em São José dos Campos (SP), no ano de 1972, e foi idealizada pelo advogado e jornalista Mário Ottoboni, falecido em 2019.

A APAC é uma entidade civil de direito privado sem fins lucrativos, criada com o objetivo de auxiliar a Justiça na execução da pena privativa de liberdade, recuperando o preso, amparando as vítimas e promovendo a Justiça restaurativa.

Em outras palavras, a Apac visa promover a humanização das prisões sem perder de vista a finalidade punitiva das penas. Além de oferecer alternativas de mudança de vida, a Apac cumpre a Lei de Execução Penal em termos de direitos e obrigações dos prisioneiros.

QUANTAS APACs EXISTEM?

Em funcionamento existem 63 Apac’s no Brasil e outras 78 ainda estão sendo implementadas. O modelo além de ser efetivo e muito bem visto no Brasil, foi aderido em outros países.

Fonte: Assessoria

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