Mesmo sem registrar casos confirmados de sarampo desde 2020, é importante se manter atento à vacinação, principalmente diante da ocorrência de casos esporádicos em outras regiões do País.
De acordo com o mais recente boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), foram notificados 64 casos suspeitos de sarampo no Paraná. Desses, 63 já foram descartados e um está em investigação.
Embora o Brasil tenha recuperado o status de eliminação da circulação endêmica do vírus do sarampo, concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Ministério da Saúde alerta que ainda podem ocorrer casos isolados, principalmente relacionados à importação do vírus por viajantes provenientes de países onde a doença continua circulando. No último dia 30 de junho, o Estado de São Paulo confirmou dois casos da doença, elevando para sete o número de casos em 2026 naquele estado, o que reforça a necessidade de manter a vigilância ativa e a vacinação em dia.
Em 2025, o Brasil confirmou 38 casos de sarampo e em 2026 são 23 ocorrências da doença. Apesar disso, o país mantém o status de área livre da circulação endêmica da doença, já que todas as ocorrências foram classificadas como casos importados.
ESQUEMA VACINAL – A vacinação contra o sarampo é oferecida gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Estado. O calendário regular é com a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
Em jovens e adultos até 29 anos o esquema vacinal é de duas doses da tríplice viral. Em adultos entre 30 e 59 anos, o esquema recomendado é de uma dose. Trabalhadores de saúde, independente da idade, necessitam receber duas doses.
SINTOMAS E TRANSMISSÃO – O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo contato com secreções respiratórias expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Entre os principais sintomas estão febre alta, manchas avermelhadas na pele, tosse, coriza e conjuntivite.
Como não existe tratamento específico para a doença, a recomendação é de que pessoas com sintomas procurem imediatamente uma unidade de saúde para avaliação, evitando contato com outras pessoas até o esclarecimento do diagnóstico.
VIAGENS – Os viajantes devem verificar sua situação vacinal pelo menos 30 dias antes de qualquer deslocamento, garantindo a imunização em tempo oportuno. A vacinação contra o sarampo é contraindicada para crianças menores de 6 meses, imunocomprometidos, mulheres em idade fértil devem evitar a gravidez por pelo menos um mês após receberem a dose.
Além da vacinação, medidas como a higienização frequente das mãos e a manutenção de ambientes ventilados ajudam a reduzir a transmissão de vírus respiratórios, incluindo o vírus do sarampo.







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