Produtores iniciam colheita do milho com safra atípica

Uma safra atípica, assim pode se definir a safra de milho de inverno, que já começou a ser colhida na área de abrangência da Copacol.

Os primeiros grãos que estão sendo colhidos pelos produtores, nas áreas que foram semeadas mais cedo, não foram castigados pelas geadas registradas no final do mês de junho. Até o momento a colheita se concentra nas Unidades de Goioerê, Universo e Formosa do Oeste.

De acordo com o engenheiro agrônomo, João Mauricio Roy, que é pesquisador do CPA (Centro de Pesquisa Agrícola), mesmo não sendo tão castigados pelas geadas, a produtividade está um pouco abaixo da expectativa, mas deve se ressaltar que essas lavouras foram atingidas pela estiagem durante o seu desenvolvimento no campo, o que impactou no potencial produtivo.

“Mesmo assim são índices produtivos ainda razoáveis e atrelado ao bom momento que vive o mercado, possibilita os produtores de ter uma boa rentabilidade.

Já com relação aos índices de perdas, João Mauricio diz que, depois de mais de dez dias passados do evento climático, já é possível calcular os danos, que no geral chega entorno 40%, mas em algumas situações com perdas de 60% a 80%, principalmente onde o milho foi semeado mais tarde, enquanto que em algumas propriedades, as quais foi semeado mais cedo e que já se encontra em fase de colheita as perdas estão entorno de 10% a 20%.

TRIGO

Ao contrário do milho, o trigo não foi atingido pelas geadas e diante do bom desenvolvimento da cultura, é importante o produtor se atentar para os manejos nesta atual fase da cultura. “Está ocorrendo uma evolução muito grande de oídio, principalmente em decorrência do clima seco, registrados nos últimos dias, por isso é importante o produtor fazer o monitoramento e as aplicações de fungicidas, uma vez que o controle desta doença dever ser feito na fase inicial, facilitando o controle”, explica.

SEGURO AGRÍCOLA

A Copacol está contratando junto a seu cooperado o seguro agrícola visando a próxima safra de soja.

“Diante dos elevados custos de produção, é importante que o produtor faça o seguro da sua lavoura para evitar perdas de rentabilidade associadas a frustrações climáticas. A gente nuca quer que isso aconteça, mas é necessário que o produtor tenha sua lavoura segura, prevenindo uma eventual dificuldade que possa ter durante o ciclo da cultura no campo”, alerta o engenheiro agrônomo.

O produtor que tem interesse em contratar o seguro agrícola, deve procurar a Unidade LAC, o engenheiro agrônomo que lhe atende para mais informações.

Fonte: Copacol

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