A Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de Nova Aurora, esclareceu na tarde de segunda-feira (28) o homicídio ocorrido no município de Cafelândia e apreendeu, no mesmo dia, o adolescente apontado como autor do ato infracional. A ação contou com a atuação conjunta da Polícia Militar.
O crime foi registrado na manhã de segunda-feira, na Rua Adolfo Meurer, no Jardim Floresta, em Cafelândia. Um homem de 37 anos foi encontrado morto em via pública, em frente à própria residência, com um corte profundo na região do pescoço, caracterizado pela Polícia Civil como esgorjamento.
A Polícia Militar isolou o local e acionou o SAMU, que constatou o óbito. Na sequência, a Polícia Civil e a Polícia Científica foram chamadas para os procedimentos periciais.
De imediato, a equipe da Delegacia de Nova Aurora iniciou as diligências para esclarecer o caso. Entre os primeiros trabalhos realizados pelos investigadores esteve a análise de imagens de câmeras de monitoramento instaladas na própria residência da vítima. O equipamento possui também captação de áudio.
Segundo a Polícia Civil, as imagens permitiram verificar que Sebastião havia permanecido reunido durante a tarde e parte da noite anterior com vizinhos que moram em frente à residência. O grupo teria realizado um churrasco e consumido bebidas alcoólicas.
Em determinado momento, ainda conforme a análise das gravações, teve início uma discussão considerada banal pela Polícia Civil. O bate-boca envolveu a vítima, o pai de um adolescente e o próprio adolescente, de 16 anos.
De acordo com a Polícia Civil, as imagens permitem observar a discussão e ouvir o momento em que o adolescente, utilizando uma faca, desfere o golpe fatal contra Sebastião, atingindo a região do pescoço e provocando o esgorjamento.
Adolescente teria manifestado intenção de se entregar
Ainda durante as diligências, a equipe policial recebeu a informação de que o adolescente, acompanhado do pai, ainda estaria na região e teria manifestado interesse em se entregar.
O Conselho Tutelar repassou a informação ao delegado de Polícia responsável pelo caso, que presidiu o ato. A equipe investigativa da Polícia Civil adotou imediatamente as providências legais e foi até o local para realizar a apreensão do adolescente, apontado como suspeito do homicídio.
Segundo a Polícia Civil, o adolescente relatou aos policiais que ainda vestia as mesmas roupas utilizadas no momento dos fatos. Ele também apresentou à equipe a faca que teria sido utilizada no crime.
A Polícia Civil informou que a faca não havia sido lavada e apresentava vestígios de sangue.
O pai do adolescente também apresentou aos policiais a camiseta que utilizava no momento dos fatos. Conforme a nota, a peça já havia sido lavada.
Ainda segundo o relato apresentado à equipe policial, após o ocorrido, o homem teria entrado em estado de pânico e deixado o local acompanhado dos filhos.
Diante dos elementos reunidos durante as diligências, o adolescente de 16 anos foi apreendido em flagrante pelo ato infracional análogo ao crime de homicídio qualificado por motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa da vítima.
De acordo com a Polícia Civil, a qualificação considera a discussão que teria antecedido o crime e o uso de uma faca.
As vestimentas utilizadas pelos envolvidos, a faca apreendida e os aparelhos telefônicos foram recolhidos pela equipe policial.
A investigação, no entanto, não foi encerrada. A Polícia Civil informou que continua apurando uma possível participação do pai do adolescente nos fatos.
Por esse motivo, os aparelhos celulares do pai e do filho também foram apreendidos e serão submetidos à perícia.
Após a apreensão, o adolescente foi encaminhado à Delegacia de Nova Aurora para os procedimentos de polícia judiciária.
Na sequência, ele foi encaminhado ao Centro de Socioeducação (CENSE), onde permanece à disposição do Ministério Público e do Poder Judiciário.
A Polícia Civil destacou que a atuação rápida e interligada das forças de segurança foi fundamental para o esclarecimento do homicídio ainda no dia em que o crime ocorreu.
Além da Polícia Civil e da Polícia Militar, o Conselho Tutelar teve participação no encaminhamento das informações que permitiram localizar o adolescente. Segundo a Polícia Civil, o órgão repassou imediatamente ao delegado a informação de que o jovem estaria na região e teria intenção de se entregar.
As diligências realizadas pela Polícia Civil, incluindo a análise das imagens e dos demais elementos encontrados durante a investigação, resultaram na identificação do adolescente e na apreensão do suspeito no mesmo dia dos fatos.
As investigações continuam para esclarecer integralmente as circunstâncias do homicídio e verificar a possível participação do pai do adolescente.







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