PEDÁGIO: Prefeitos do Oeste não aceitam imposição de regras sem debate

Prefeitos que participaram nesta sexta-feira (29) da solenidade de posse da nova diretoria da Amop posicionaram-se sobre a polêmica envolvendo a renovação da licitação para concessão de rodovias pedagiadas no Paraná, bem como a possibilidade de aumento de praças de cobrança de tarifas. 

Para o prefeito de Vera Cruz do Oeste, Marcos Pescador, a população cobra dos gestores públicos, sejam eles de que esfera for, prefeitos, vereadores ou deputados, uma postura firme sobre um tema caro à população.

“O Paraná não pode ficar à mercê novamente de um contrato amarrado e que comprometa sua principal vocação econômica, que é a atividade agrícola, com tarifas das mais altas e estradas de má qualidade”, observou. 

De acordo com o prefeito de Guaíra, Heraldo Trento, o Oeste vem sendo sacrificado, há muito com um modelo lesivo de concessões.

“Conheço muitas estradas do Brasil e do mundo. Aqui temos o pior dos modelos. No entanto, não adianta histeria. É preciso ponderação e capacidade para o diálogo e participar, ativamente, deste debate”. 

Já o prefeito Osmário Portela, de Guaraniaçu, acredita que a Amop interfira também em estradas que são secundárias, mas tão importantes quanto aquelas que fazem parte do Anel de Integração, como é o caso da PR 471, que liga as regiões Oeste e Noroeste do Paraná, e cujas condições de tráfego são historicamente precárias. 

Para Odair Guerreiro, prefeito de Braganey, tratar de um assunto tão caro, que causou enormes traumas à população do Paraná, é talvez o maior desafio que a Amop se depara no curto e médio prazos. “Pagamos o preço alto do pioneirismo. Por isso, não existe mais a oportunidade de errar”.  Luiz Ernesto de Giacometti, prefeito de Palotina, vai ainda mais longe. “É um problema muito sério, que compromete a situação financeira de agricultores, caminhoneiros e frotistas. Instalar novas praças não é a melhor saída. É preciso unir esforços para que não saiamos em desvantagem novamente e que esse modelo equivocado não se perpetue pelas próximas décadas”. 

O prefeito de Marechal Cândido Rondon, Márcio Rauber, entende que é preciso ampliar a discussão para o ambiente técnico. “Solicitei ao Departamento Jurídico da Prefeitura a elaboração de um estudo que evidencia que, caso novas praças de pedágio sejam instaladas, o ISS (Imposto Sobre Serviços) cobrado não deve beneficiar apenas a cidade que sedia a praça de cobrança, mas todas as cidades onde a rodovia se estende”.

Fonte: AMOP – Associação dos Municípios do oeste do Paraná



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