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PCPR prende jovem por crimes cibernéticos contra adolescente em Cascavel

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu em flagrante de um homem, de 18 anos, pelos crimes de produção, armazenamento e transmissão de material pornográfico infantil. A vítima do crime é residente de Cascavel, porém o suspeito é residente de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, onde ele foi preso, a ação aconteceu na sexta-feira (8).

O investigado utilizava plataformas de jogos online para abordar a vítima, uma adolescente de 13 anos, construindo inicialmente uma relação de confiança ao alegar frequentar a mesma denominação religiosa da família da menor. Posteriormente, migrava as conversas para aplicativos de mensagens e videoconferência, onde coagia a adolescente a produzir material pornográfico.

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O suspeito empregava um sistema de coerção psicológica, criando um esquema de “dívidas” de videochamadas e realizando ameaças contra a família da vítima. Para manter o controle, chegou a apresentar documentos de identificação dos pais da menor, intensificando as intimidações.

A investigação teve início em agosto de 2024, quando os responsáveis pela adolescente procuraram a delegacia para relatar os crimes. Durante o período investigativo, o suspeito demonstrou alta capacidade de adaptação, utilizando múltiplos números telefônicos e diferentes plataformas digitais para burlar a identificação.

Após aproximadamente 11 meses de aparente inatividade, o investigado retomou os crimes em agosto de 2025, ocasião em que foi flagrado pela autoridade policial enviando material pornográfico da vítima através de mensagens com visualização única.

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De acordo com a delegada da PCPR Thais Regina Zanatta, com apoio do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (TIGRE), foi efetuada a prisão em flagrante do investigado, que está sendo autuado pelos crimes de constrangimento ilegal; oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar material pornográfico envolvendo criança ou adolescente; adquirir, possuir ou armazenar material pornográfico envolvendo criança ou adolescente; e submeter criança ou adolescente a vexame ou constrangimento.

“Em caso de condenação, o investigado pode ser sentenciado a até 13 anos de prisão, considerando o somatório das penas máximas previstas para os crimes praticados”, explicou a delegada.

As investigações prosseguem para identificar demais possíveis vítimas e outros envolvidos na empreitada criminosa. A PCPR solicita que famílias que identifiquem situações similares procurem imediatamente o NUCRIA para registro de ocorrência e acompanhamento especializado.

DENÚNCIAS – A PCPR reforça o compromisso com a proteção de crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência. Denúncias podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR ou 181, do Disque-Denúncia.

Se o crime estiver acontecendo neste momento, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.

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