A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu em flagrante, na noite de sábado (24), um homem de 58 anos suspeito de estupro de vulnerável contra a própria neta, de 10 anos, em Cascavel. A ação ocorreu no bairro Interlagos e também envolveu o resgate do irmão da vítima, um adolescente de 15 anos, que estaria sofrendo ameaças de familiares após defender a menina.
Segundo a PCPR, o abuso teria ocorrido pela última vez na sexta-feira (23). A menina, porém, só conseguiu relatar os fatos no sábado, quando recebeu acolhimento de vizinhos e se sentiu segura para falar sobre a violência que, conforme o relato, vinha sofrendo reiteradamente por parte do avô.
Após receber as primeiras informações sobre o caso, o delegado de Polícia e os agentes da PCPR, com apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR), foram até a residência onde os fatos teriam ocorrido.
Durante as diligências, os policiais souberam que o irmão da menina havia saído em defesa dela e, por isso, estaria sofrendo ameaças e represálias de parentes. Diante da situação, o adolescente chegou a buscar abrigo provisório na casa de vizinhos.
Os dois irmãos foram retirados do local e levados em segurança à sede da Delegacia de Polícia. O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso e providenciar o acolhimento e o atendimento necessários às crianças e ao adolescente.
A equipe de investigação também ouviu testemunhas e vizinhos. Conforme os relatos colhidos pela polícia, a menina foi encontrada chorando na rua, sob a chuva, e recebeu acolhimento. Foi nesse momento que conseguiu revelar os abusos.
Após a prisão em flagrante, a autoridade policial representou ao Poder Judiciário pela conversão da prisão em preventiva. Segundo a PCPR, havia indícios de que o suspeito estaria organizando uma possível fuga para o Paraguai.
A Polícia Civil também solicitou a concessão de medidas protetivas de urgência em favor dos menores, com o objetivo de impedir contatos, coações e ameaças. Não foi arbitrada fiança, e o homem foi transferido para a cadeia pública de Cascavel, onde permanece à disposição da Justiça, aguardando a audiência de custódia.
A investigação ficará a cargo do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (NUCRIA), que dará continuidade às diligências e às demais medidas cabíveis.





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