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Operação conjunta desarticula quadrilha especializada em furtos e extorsão digital em vários estados

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Uma operação integrada das Polícias Civis do Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina desarticulou uma organização criminosa especializada em furtos de celulares de alto valor, receptação qualificada e extorsão digital. A ação é resultado de uma força-tarefa estruturada para neutralizar um grupo que atuava de forma organizada, com divisão de funções e alcance interestadual.

As investigações tiveram início em abril de 2025, a partir de um trabalho de inteligência da Polícia Civil do Paraná. Na ocasião, prisões em flagrante de executores e a interceptação de um transportador que levava aparelhos furtados ao litoral catarinense deram origem ao aprofundamento das apurações.

Com o avanço da investigação, foi identificado que o grupo atuava principalmente em grandes eventos, com foco em áreas VIP, onde realizava furtos de dispositivos móveis. Também foi constatado que a organização possuía ramificações consolidadas nos três estados, o que motivou a atuação conjunta das forças de segurança.

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A estrutura criminosa era dividida em núcleos. A liderança foi localizada em Minas Gerais, sendo responsável pelo financiamento das ações, deslocamento dos executores e revenda dos aparelhos em pontos comerciais estratégicos. Os dispositivos receptados tinham origem em diferentes estados.

O núcleo executor, formado por integrantes do Paraná e de Santa Catarina, atuava diretamente nos furtos, além de gerenciar bases de apoio e realizar o transporte interestadual dos aparelhos.

Já um terceiro grupo, especializado em engenharia social, era responsável por abordar as vítimas por meio de aplicativos de mensagens. Utilizando identidades falsas, como supostos policiais ou suporte técnico, além de ameaças, os criminosos buscavam obter senhas de acesso para desbloquear os aparelhos e viabilizar sua revenda.

A investigação também identificou que o grupo utilizava mecanismos para ocultar os lucros, incluindo o uso de criptomoedas, plataformas de apostas e contas de terceiros, com o objetivo de dificultar o rastreamento financeiro.

Como resultado do compartilhamento de informações entre os estados, nesta quarta-feira (22) foram cumpridas diversas medidas judiciais simultaneamente. Entre elas, mandados de prisão contra lideranças e operadores, mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais, além de bloqueio e sequestro de bens e valores.

A operação segue em andamento e tem como objetivo desarticular completamente a rede criminosa e aprofundar a identificação de outros envolvidos.

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