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O sonho de vender sorvete americano e o desejo de uma amiga grávida impulsionaram Jéssica a empreender e arriscar

Uma sorveteria com cara de circo com direito a pipoqueira e máquina de algodão doce. O sorvete não é a única delícia para saborear, você pode escolher comer um crepe, uma tapioca ou um churros. Esse é o ambiente da Holidays Sorveteria de Cafelândia. Quem entra já se surpreende com um buffet de 36 sabores. A jovem empreendedora Jéssica Lorena Tomazzine traçou todo o sucesso conquistado ainda nos bancos da faculdade. Mesmo com pensamentos focados na formação ela conseguia se imaginar em um futuro em que vendia sorvetes americanos. “Eu sempre fui encantada por sorvete americano, e ficava me imaginando nisso. Só não sabia como.”

A compra da primeira máquina foi em 2015 depois de ouvir os desejos de saborear o sorvete da infância de uma amiga grávida. “Em uma janta eu escutei quando ela falou que estava com muita vontade de tomar esse sorvete americano, porque ela tomava quando era criança”. Jéssica compartilhou a paixão e recebeu a proposta de que se conseguisse a máquina ela cederia um espaço no seu posto de combustíveis.

Jéssica foi até a capital paranaense para comprar uma máquina montada com peças antigas de outras depois de muito procurar. A promessa do espaço no posto de combustíveis permaneceu de pé, e foi ali que ela começou. Custando apenas R$1,50 o sorvete conquistou os motoristas que para abastecer.

Com poucos dias de trabalho, ela recebeu uma proposta de instalar a máquina em uma tradicional festa de Cafelândia. Os cinco dias de evento lhe renderam o suficiente para quitar todo o investimento feito, e uma sobra que a ajudou a ampliar o negócio. Depois de três meses, a micro-empresária optou por alugar uma sala pequena, com o novo espaço aumentaram as despesas, e o negócio passou por momentos difíceis. “Ali eu tinha que pagar água, luz e as funcionárias, coisa que eu não tinha antes. A máquina acabou ficando escondida e o número de sorvetes acabou caindo.”

Ela conta que os clientes passaram a exigir mais opções de produtos e sabores, algo que não era possível de se realizar. “Além disso começou a chegar o inverno. Foi quando eu pensei na máquina de pipoca.” Mas não era qualquer pipoqueira. A ideia era trazer uma máquina de pipoca como as utilizadas em cinema. Apaixonada pelo cheiro ela trouxe o novo investimento para dentro da sorveteria. “Meu público maior eram crianças.

E a maioria nunca tinha ido comer uma pipoca em cinema”.
Com as duas máquinas e mais um freezer a sala já não acomodava mais os clientes com conforto. Jéssica conta que sofreu com a própria resistência, mas que sabia que precisava mudar. Por meses o caixa era apenas para as despesas. Mesmo em um espaço mais amplo os clientes continuavam a pedir variedades que não eram possíveis de se fazer com o sorvete americano. “O cliente pedia um milk shake não era possível com aquele sorvete. Do mesmo jeito que você coloca na casquinha ele já derrete e vira água”.

Além das exigências dos clientes, a jovem conta que havia as pessoas que amavam, mas também as que odiavam o sorvete. “Eu vi muitos sorvetes no lixo. E ainda tinham as pessoas que vinham tomar o sorvete para matar a saudade, essas vinham uma vez e não voltavam mais.” Mesmo com dois anos no mercado, o negócio ainda não era rentável. “Eu só consegui me manter porque eu tinha meu trabalho de carteira assinada, eu tirava do meu salário para investir lá.”

Mais uma vez era preciso buscar uma nova alternativa. Jéssica optou por instalar um buffet de sorvetes. Em dois meses o negócio deslanchou e começou finalmente render. O problema, no entanto, era conciliar a sorveteria com o trabalho registrado. “Eu vi que era o momento de eu me dedicar só à sorveteria. Assim eu poderia atender melhor os clientes e melhorar ainda mais os serviços e produtos”.

Com o aumento no número de clientes e principalmente no faturamento, foi possível traçar a expansão e planejar a personificação da marca. Para ela os empreendedores devem ter em mente que sorveterias são um lugar de alegria e prazer para os clientes.

As cores vermelho e amarelo ganharam ainda mais destaque. Hoje Jéssica conta que o diferencial da marca está no ambiente e na variedade de sorvetes. “No ambiente eu quis criar a ideia de um circo. A máquina de sorvete americano eu vendi, mas mantemos a pipoqueira e a máquina de algodão doce.” O desejo de todo frequentador é deixar sua marca em uma parede de giz que foi colocada ao fundo. Ali, eles soltam a criatividade e deixam seus nomes.

E não são poucos os frequentadores do lugar, por mês a sorveteria recebe em média 2.700 visitantes. Somente de sorvetes são consumidos em torno de 500kg. Realizada com o empreendimento Jéssica conta que é preciso acreditar naquilo que se faz. “Você tem que acreditar e amar o que faz. Não desistir na primeira dificuldade e inovar sempre” finaliza.

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