O Ministério Público do Paraná denunciou um homem de 39 anos pela morte da esposa, de 36 anos, e da filha do casal, de apenas três anos, em um caso ocorrido no dia 2 de maio, em Porto Rico, no Noroeste do estado.
Segundo a denúncia apresentada pela Promotoria de Justiça de Loanda, o homem teria jogado de forma intencional o carro em que a família estava nas águas do Rio Paraná. A esposa e a criança morreram afogadas.
As investigações apontam que o casal havia passado o dia em Porto Rico visitando o filho mais velho e participando de uma confraternização na casa de amigos. Ao deixarem o local, por volta das 22h15, o homem teria iniciado uma discussão com a esposa dentro do veículo. Em seguida, dirigiu até uma rampa de acesso ao rio, acelerou e entrou com o carro na água.
De acordo com o Ministério Público, após o veículo submergir, o homem conseguiu sair e nadar até a margem, sem tentar resgatar imediatamente a esposa e a filha, que permaneceram presas no automóvel. Os laudos da Polícia Científica confirmaram que as duas vítimas morreram por afogamento.
Ainda conforme a investigação, o crime teria sido motivado por ciúmes e conflitos no relacionamento. O Ministério Público sustenta que o acusado ficou incomodado após a esposa pedir que fosse tocada uma música durante a confraternização, interpretando a situação como uma indireta relacionada ao casamento.
A denúncia também aponta que o relacionamento era marcado por comportamentos possessivos, ciúmes excessivos e episódios de violência psicológica contra a mulher.
No caso da criança, o Ministério Público enquadrou o crime como vicaricídio, termo utilizado quando um filho é morto com o objetivo de atingir emocionalmente a mãe. Segundo a acusação, a morte da menina teria sido uma forma de causar sofrimento à esposa dentro de um contexto de violência doméstica e familiar.
O homem está preso preventivamente desde o dia 8 de maio e permanece à disposição da Justiça.
Com informações do MPPR.










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