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Agricultor dribla pequeno espaço na propriedade com manejo de morangos semi hidropônicos, e chega a produzir 15 toneladas por ano

Vermelhinho, doce e com bastante sabor, o morango é ingrediente para tortas, sobremesas, bolos, sorvetes, bebidas, comida japonesa e até de pizzas. A fruta delicada está também entre as mais nobres no supermercado, uma bandeja de 200g chega custar R$8,00. Apesar do preço nada saboroso, a fruta está entre as mais populares no gosto dos brasileiros.
Popular no gosto e também na produção. De acordo com a EMBRAPA, o Brasil está entre os principais países com produção de morango da América do Sul. Junto também estão Chile, Peru e a Argentina. Em 2016 a área de cultivo no país estava entre 3.500 ha 3.800 ha. A produção brasileira está presente em ao menos oito estados, com destaque para Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Santa Catrina, Distrito Federal e o Paraná.

Segundo levantamentos realizados em 2010, pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural, o nosso estado é o segundo maior produtor de morangos que obteve 18 mil toneladas, o que representou 13,50% da produção brasileira. A área ocupada com a produção de morangos no Paraná foi de 600 ha, cuja produtividade média alcançou 30 t/ha. A produção de morangos no estado concentra-se na região do Norte Pioneiro, com destaque para os municípios de Pinhalão, Curitiba e Londrina.
Mais de 90% de todo o morango produzido é comercializado no mercado interno e na forma in natura. No entanto, há uma grande demanda reprimida de consumo, tanto que não há dados recentes da produção da fruta no Brasil. Foi observando essa demanda que o Claudiomar Angelo Pereira apostou na fruta.

Com menos de 3 hectares de terra no interior do município de Cafelândia, o pequeno produtor rural saiu em busca de uma cultura de alto valor agregado, com alta produção no pequeno espaço que tinha. Com a esposa, ele seguiu para o Rio Grande do Sul para conhecer as práticas de manejo e adotou a semi-hidropônica. “Eu trabalhava com hotelaria e minha esposa com eventos. A gente tinha esse espaço, aí viajamos para a casa de uns parentes e conhecemos a cultura”.

Já são cinco anos na atividade. Hoje ele tem 20 mil mudas e a maioria delas importadas do Chile, Argentina e até da Espanha. São das espécies Benícia, San Andreas e Albion, no entanto as diferenças não estão somente nos sabores, mas também na durabilidade da fruta, tamanho e quantidade de produção. “Cada variedade tem uma vantagem. A Albion tem grande volume de produção e começa produzir mais cedo, ela também produz os frutos muito maiores” conta ele.

Com uma área de estufa de 1000m² a produção anual de Claudiomar chega atingir 15 toneladas. A venda dessas frutas também está a cargo da família. Ele e a esposa se revezam na colheita diária e na entrega dos morangos. A maior parte da produção é vendida para o consumidor final, mas ele também entrega para panificadoras e restaurantes. Desde que iniciou na atividade, há 5 anos, o preço do kg da fruta permanece em R$20,00. O diferencial no sítio de Claudiomar está na colheita, ali os compradores além de adquirir uma fruta saborosa, também podem escolher no pé qual morango vai levar e fazer a colheita ele mesmo.

Nas redes sociais o casal também encontrou uma maneira de divulgar a venda do morango. A esposa de Claudiomar, Edna Fávero é a responsável por fazer postagens diárias aos seguidores. Sempre com morangos fresquinhos o perfil “Morangos Shekhinah” atrai cada vez mais os amantes da fruta.


Entre os cuidados com o manejo da fruta, o principal é a abundância de água. No plantio semi-hidropônico, que Claudiomar utiliza, as raízes entram em contato direto com a água e os nutrientes. Dispostos em prateleiras e dentro de uma espécie de bolsão, as mudas são plantadas lado a lado com uma distância entre 10 e 15 cm. Essa estrutura sustenta as embalagens com os substratos e o sistema de irrigação. A irrigação é feita com mangueira rígida gotejadora, que atravessa internamente as sacolas que acondicionam o substrato.

os cuidados com o manejo da fruta, o principal é a abundância de água. No plantio semi-hidropônico, que Claudiomar utiliza, as raízes entram em contato direto com a água e os nutrientes. Dispostos em prateleiras e dentro de uma espécie de bolsão, as mudas são plantadas lado a lado com uma distância entre 10 e 15 cm. Essa estrutura sustenta as embalagens com os substratos e o sistema de irrigação. A irrigação é feita com mangueira rígida gotejadora, que atravessa internamente as sacolas que acondicionam o substrato.

Um morangueiro depois de plantado demora em torno de 90 dias para dar os primeiros frutos. Claudiomar explica que a vida da planta é curta, e gira em torno de apenas 3 anos. “Depois desse tempo ela já não produz tanto e perde a qualidade”. A chamada alta temporada iniciou-se agora em Setembro e vai até Fevereiro.

Hoje a família de Claudiomar faz parte dos 371.051 estabelecimentos agropecuários caracterizados como agricultura familiar. A propriedade é a única fonte de renda, e pensando nisso eles decidiram buscar novas frutas com alto valor agregado e alta produção em um espaço pequeno. No fundo do quintal um plantio de amoras e framboesas começam a dar os primeiros frutos, é a nova aposta do pequeno produtor rural. E o casal não quer parar por ai, eles estão aguardando a chegada de mudas de mirtilo, também conhecida com blueberry. ”O nosso sustento é todo daqui, dependemos disso para sobreviver então temos que aproveitar cada espacinho que sobra” finaliza.

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