Fumacê está em falta no Estado e Corbélia sofre com alto número de casos de dengue no município

Foto: SESA

Os número de casos de dengue em Corbélia não param de aumentar a cada novo boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde. E novas ações vem sendo cobrada da população que sofre com os efeitos da doença, há depoimentos em redes sociais de pessoas que chegam a ter 3 membros da família na mesma casa com a doença.

No levantamento divulgado nesta quarta-feira, 08, pela Secretaria Municipal de Saúde, Corbélia aparece com 642 casos confirmados da doença. E as notificações já chegam em 1951.

Atualização dados Arboviroses 08/04/2020, Corbélia – PR

Dengue
1951 notificações
642 casos confirmados
145 casos descartados
1164 casos em investigação
Tipos de vírus circulantes: (Detectados no PCR Arboviroses)
Dengue tipo 1, 2 e 4

Zika
8 notificações
7 descartados
1 em investigação

Chikungunya
5 notificações
5 descartados (Detectou-se nas pesquisas de Arboviroses: Dengue 2 e 1)

O Coordenador da Vigilância Ambiental Augusto Tomazzoni foi procurado mais uma vez por nossa reportagem para explicar que ações estão sendo feitas e quais as novas medidas que o município está tomando para o enfrentamento da doença. Já que mesmo com as multas recorrentes aplicadas pelo setor de vigilância da prefeitura as reclamações de terrenos baldios são frequentes.

Segundo ele o aumento no número de casos começou a ser registrado ainda no mês de fevereiro, no entanto, as ações mais incisivas de combate ao mosquito já vinham sendo realizadas desde novembro de 2019, quando a maioria das cidades já estavam em situação de epidemia, e somente Corbélia apresentava números baixos da doença.

Augusto explicou que em janeiro desde ano a Prefeitura instalou um comitê gestor com a finalidade de avaliar o aumento no número de casos em municípios vizinhos. Apesar de naquele momento Corbélia ter apenas 5 casos confirmados, ficou decidido a contratação de 16 novos agentes de endemias por 60 dias. Os novos contratados passaram a integrar uma equipe com a função de visitar e fiscalizar o maior número de residências. Houve ainda parceria com a Defesa Civil do município e secretarias.

A utilização do fumacê tem sido cobrada pela população, no entanto, desde o aumento da doença no município os moradores não viram a utilização do veneno no combate ao mosquito aedes aegypti.

Augusto esclareceu que Corbélia já solicitou ao Estado ainda no mês de fevereiro o envio do veneno e que no início de março recebeu a confirmação de que a cidade seria beneficiada, no entanto, o problema maior está na falta do produto que é disponibilizado exclusivamente pelo Estado.

“É importante destacar que não podemos comprar estes veículos e nem o veneno, eles são obrigatoriamente fornecidos pelo estado, e se o município fazer tal tipo de investimento o prefeito responde por improbidade administrativa.”

No início deste mês (abril) a prefeitura foi informada de que não havia previsão para a chegada do veneno, e o comitê decidiu por recontratar os 16 agentes extras por mais 30 dias.

Em ações recorrentes e vistorias diárias os agentes irão auxiliar na fiscalização de terrenos, lotes e residências que apresentarem focos do mosquito. Os locais com problemas recorrentes assinarão uma advertência podendo levar a multa. Casos mais graves, já vinham sendo notificados e fiscalizados rigorosamente dentro do prazo as medidas impostas pela vigilância.”

“Assim, pedimos a população nos ajude, para que nos próximos 30 dias consigamos nos unir e acabar com o mosquito em nossa cidade. É muito importante que cada um faça a sua pare.”

Olhe seu quintal!

  • Vasos de plantas;
  • Plantas ou Cascas de árvores que possam acumular água;
  • Calhas com água parada;
  • Caixa de água abertas;
  • Caixa de água com recolhimento de água da chuva;
  • Caixas de gordura e de inspeção;
  • Reservatórios de ar condicionado e do degelo da Geladeira;
  • Pneus, lonas, comedouro e bebedouro de animais;
  • Fossas abertas ou com o respiro sem proteção.

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