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Depois de 18 anos, estrutura de abatedouro volta a ser utilizada por produtores de Corbélia

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Durante 18 anos, uma estrutura que poderia atender os produtores rurais de Corbélia permaneceu sem utilidade. Agora, depois de um trabalho que envolveu produtores, cooperativa, Prefeitura, veterinárias e órgãos de fiscalização, o antigo abatedouro voltou a funcionar.

A retomada não aconteceu de uma hora para outra. Foi preciso recuperar e adequar o espaço, fazer mudanças nas propriedades dos produtores e enfrentar uma das principais dificuldades do processo: conseguir as liberações necessárias para que as aves pudessem ser criadas e abatidas de acordo com as exigências sanitárias.

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A presidente da Cooperativa dos Produtores Rurais de Corbélia (Coopracor), Cristina Dalla Vecchia, acompanhou esse processo e conta que colocar a estrutura novamente em funcionamento exigiu uma série de etapas. O trabalho começou pela busca de soluções para que o espaço pudesse, finalmente, voltar a ser utilizado pelos agricultores.

Não bastava apenas recuperar a estrutura física. O local precisava atender às exigências necessárias para o abate e, ao mesmo tempo, os produtores interessados em participar do projeto também precisavam adequar suas granjas.

Outro ponto que exigiu tempo foi a liberação junto à Adapar. A cooperativa precisou cumprir as exigências do órgão fiscalizador para conseguir iniciar o alojamento das aves e, posteriormente, realizar os abates dentro das condições sanitárias necessárias. “Foi um processo de adequação do abatedouro e também da granja do produtor”, explica Cristina.

O prefeito Thiago Stefanello também destaca que a estrutura precisou passar por adequações para voltar a atender os produtores. Segundo ele, o espaço havia sido construído para uma realidade diferente e, depois de tantos anos, os equipamentos também já não estavam em condições de uso.

“Durante a campanha ainda, tive a oportunidade de reunir com os associados e entender suas dificuldades. Um dos pontos era a dificuldade de abater os frangos, porque a estrutura viabilizada era boa para a época que foi construída, porém, como muitos anos se passaram, nem os equipamentos estavam em plena condições. Organizamos algumas etapas de trabalho para estar dentro da legalidade sanitária e chegamos ao ponto de iniciar os abates”, relata.

A retomada contou com o apoio da Prefeitura de Corbélia, que participou das adequações estruturais e também disponibilizou apoio técnico e veterinário. As veterinárias Estefania Luduvico de Avila e Raquel Schaeffer Bortoluzzi acompanharam o processo.

A Itaipu Binacional, por meio do programa Itaipu Mais que Energia, também participou da iniciativa, com equipamentos como uma câmara de congelamento e uma seladora. Com as adequações e liberações necessárias, a estrutura finalmente pôde voltar a ser utilizada.

O primeiro resultado dessa retomada já aconteceu: o abatedouro recebeu o primeiro lote de aves e realizou um abate inicial de 140 frangos. A primeira atividade a utilizar o abatedouro nessa nova fase é o projeto-piloto de frango colonial, desenvolvido pela Coopracor.

O projeto surgiu com a proposta de oferecer ao consumidor um frango com características diferentes e, ao mesmo tempo, criar uma nova opção de produção para os pequenos agricultores.

As aves permanecem na granja por aproximadamente 80 dias e recebem uma alimentação diferenciada. O período maior de criação busca proporcionar uma carne mais firme e com características próprias de sabor.

Como a produção está apenas começando, a cooperativa trabalha com uma estimativa inicial de aproximadamente 1.500 quilos de carne, mas esse volume ainda poderá variar conforme o projeto avance. Neste momento, um produtor participa da iniciativa.

“A cooperativa também está aberta à entrada de novos produtores interessados. A proposta é justamente utilizar a estrutura para criar mais oportunidades dentro das pequenas propriedades rurais” detalha Cristina.

A retomada do abatedouro representa uma nova etapa na trajetória de organização dos produtores rurais de Corbélia. “A Varanda Colonial existe há quase 20 anos e reunimos produtores de hortaliças, de queijos, salames e agricultores que também possuem pequenas agroindústrias. A reativação do abatedouro acrescenta uma nova possibilidade a esse trabalho. Agora, além de produzir, os agricultores passam a contar novamente com uma estrutura regularizada para o abate das aves e sua comercialização” conta a Presidente.

O projeto do frango colonial ainda está no início, mas o primeiro abate marca o começo de uma nova utilização para uma estrutura que permaneceu sem função por quase duas décadas.

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