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Casos de hantavirose no Paraná não têm ligação com cruzeiro citado pela OMS

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A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) esclareceu na tarde desta sexta-feira, 08, em nota oficial envia a Conexão Revista, que os dois casos de hantavirose confirmados no Estado em 2026 não possuem qualquer relação com o episódio investigado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em um navio de cruzeiro.

O assunto ganhou repercussão após a OMS divulgar registros de casos e mortes relacionados ao hantavírus em uma embarcação que fazia o trajeto entre a Argentina e Cabo Verde.

De acordo com a Sesa, os casos confirmados no Estado ocorreram nos municípios de Pérola d’Oeste, em abril, e Ponta Grossa, em fevereiro, não possuem qualquer relação com a embarcação. Além disso, outros 21 casos já foram descartados e 11 seguem em investigação.

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A Secretaria afirmou que o Paraná não possui registro da circulação do vírus Andes, variante associada aos casos monitorados pela OMS e que pode apresentar transmissão de pessoa para pessoa.

Os casos identificados no Estado pertencem à cepa silvestre do hantavírus, transmitida exclusivamente pelo contato com roedores silvestres infectados.

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) informa que os casos de hantavírus confirmados no Paraná em 2026 não têm relação alguma com o episódio do cruzeiro. Eles foram identificados em Pérola d’Oeste (abril) e Ponta Grossa (fevereiro). Outros 21 casos foram descartados e 11 seguem em investigação.

Não há registro da circulação do vírus Andes no Paraná, que tem transmissão viral, de pessoa para pessoa, como os casos confirmados pela OMS. Os casos identificados no Estado são da cepa silvestre, transmitida por meio de animais silvestres (roedores). Não há qualquer surto registrado.

A Sesa faz o monitoramento permanente da circulação do hantavírus no Estado, com vigilância ativa (pesquisa ecoepidemiológica) de roedores silvestres em áreas rurais com confirmação de caso em humano e reforça que a doença está controlada no Estado, sem qualquer motivo para preocupação.

Ainda segundo a nota, não há qualquer surto da doença no Paraná. A Sesa afirma que mantém monitoramento permanente da circulação do vírus, incluindo vigilância ativa e pesquisas ecoepidemiológicas em áreas rurais onde há confirmação de casos humanos.

A hantavirose é considerada uma doença rara, mas pode evoluir para quadros graves. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva de roedores contaminados, especialmente em ambientes fechados como galpões, silos e paióis.

Os primeiros sintomas incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça e problemas gastrointestinais. Em casos mais graves, o paciente pode apresentar dificuldade respiratória intensa e insuficiência pulmonar.

A Secretaria orienta que medidas preventivas continuam sendo fundamentais, como manter ambientes limpos, evitar contato com roedores silvestres e utilizar equipamentos de proteção durante limpezas em locais com risco de contaminação.

Segundo a Sesa, a situação permanece controlada no Estado e não há motivo para preocupação da população.

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