Barracão abandonado no centro de Corbélia é problema para saúde pública

Os tonéis abandonados, e o grande galpão de uma antiga indústria de cachaça e vinícola na Avenida Rio Grande do Sul tem trazido dor de cabeça à toda a vizinhança, e principalmente um problema de saúde pública em Corbélia.

Nossa equipe foi ao local acompanhada pelo Coordenador da Vigilância Ambiental Augusto Tomazzoni para averiguar a situação.

Há mais de 20 anos em ruínas o local se tornou abrigo para pelo menos seis pessoas que estão há mais de dois meses no local. Uma mulher e cinco homens que fazem suas necessidades pelos cantos, cozinham e dormem por ali. Um dos homens nos conta que veio de Guaíra, e que vive no local com a ajuda da Ação Social do município, não tem parentes por aqui, e perguntado sobre o motivo de estar na cidade também não sou responder.

Em uma rápida conversa notamos que todos estão sob efeitos álcool. Foi possível sentir ainda um forte cheiro de thinner.

Uma moradora do bairro, que prefere não ser identificada, conta que frequentemente adolescentes são vistos subindo nos antigos toneis. Na visita em que realizamos encontramos os tonéis abertos, e com muito lixo acumulado.

A estrutura está corroída pelo tempo, e pode desabar a qualquer momento. Atrelado à isso há garrafas pet, potes, garras de vidros quebradas, restos de comida e roupas espalhadas.

Augusto nos conta que constantemente realiza vistorias no local, inclusive faz a recolha de materiais que acumulam água. No entanto, não é o suficiente, já que o acumulo de lixo é constante, e a responsabilidade desta limpeza não é do poder público já que o terreno pertence à uma empresa.

A vigilância realizou a vistoria no local e fez a notificação ao proprietário. Uma multa deverá ser emitida pelo setor jurídico da Prefeitura de Corbélia.

Com a notificação e ordem judicial a equipe da Prefeitura poderá acessar o local e realizar uma limpeza completa. Os custos dessa limpeza deverão ser cobrados do proprietário.

Os moradores cobram que providências mais rígidas sejam tomadas pela prefeitura, e que os barracões precisam ser demolidos, não só pelo lixo que acumulam, mas também pela situação de insegurança vivenciada com a presença moradores de rua que invadem o local.

“Até o SAMU vem ali para atender os que vem jogar, fumar e beber. Durante a noite as vezes é impossível dormir de tanta gritaria e folia.”

A moradora disse ainda que chegou acionar a Polícia Militar. “Eles falam que é propriedade particular e que o proprietário tem que pedir pra despejar os invasores.”

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