Autoridades fazem alerta para cuidados no uso de patinetes elétricos em Corbélia


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Praticidade e economia foram os fatores determinantes para que a febre do uso de patinetes elétricos invadissem as cidades.

Em Corbélia não foi diferente, e os moradores aproveitaram para aposentar carros e bicicletas, e cumprir as rotas dentro do município com o novo veículo que promete sustentabilidade e um agrado no bolso de quem adquiriu.

Os patinetes elétricos ou scooters podem ser encontrados nas lojas com uma variação de preço que vai de R$800 a R$5 mil, mas ainda com o preço mais elevado, que acompanha mais funcionalidades e até velocidade, o veículo conseguiu substituir facilmente outros meios de transporte.

Como vantagem, o patinete elétrico oferece leveza, mobilidade, agilidade, além da promessa de cuidar do meio ambiente. Em cidades como Corbélia, onde facilmente é possível se deslocar de um lugar para o outro a pé, o veículo entra como a novidade que os moradores queriam, encurtando trajetos que facilmente podem ser feitos com o patinete.

A resolução 465 de 2013, seguindo a norma NBR 9050/2004 prevê que não há necessidade de emplacamento dos scooters, e também podem ser dirigidos por qualquer pessoa, medida que fez aumentar o número de usuários do veículo. Nas ruas de Corbélia, é possível ver adultos, crianças e adolescentes fazendo o uso do patinete, sem nenhuma regulamentação ou orientações de órgãos de segurança, uma vez que também não é necessário equipamentos como capacete para conduzir o veículo.

Com a facilidade, aumentam os riscos. Acidentes graves envolvendo os condutores dos patinetes elétricos são cada vez maiores, principalmente em cidades grandes com trânsito em maior fluxo.

O sargento do Corpo de Bombeiros de Corbélia, Ednilson José dos Santos relatou que houve um registro de atendimento do Samu a uma criança que sofreu uma queda com o patinete elétrico em Corbélia, no mês de Outubro. Apesar do caso ser minoria entre as ocorrências atendidas, o sargento relata que a febre do veículo no município expõe principalmente os pequenos ao risco frequente. “Um dia desses estava indo para Cascavel, e vi uma criança de uns 12 anos, utilizando deste veículo. Uma criança de 12 a 14 anos não tem noção de legislação de transito. Ela passou a preferencial, e se vem um veículo? Vai ser atropelado, os riscos são extremamente grandes, é um tipo de brinquedo que é muito perigoso”.

O médico coordenador do Consamu de Cascavel, Rodrigo Nicácio, alertou sobre os perigos do veículo, além da imprudência de muitos condutores que confiam na velocidade reduzida do meio de transporte.

“O patinete elétrico é um veículo que tem causado muita discussão nos meios de atendimento de urgência e emergência, porque houve uma explosão da disponibilidade por meio de aplicativos, muita gente comprando, mas acabou se tornando um pequeno problema de saúde pública, pois muitos acidentes aconteceram. No Paraná isso está chegando fortemente, e a gente precisa se preocupar de como vai monitorar e transformar o uso dessa ferramenta de forma segura”.

O médico relatou que acidentes com morte envolvendo patinetes elétricos foram registrados em São Paulo, todos causados por traumatismo craniano, que tem o risco aumentado por conta da não obrigatoriedade do uso de capacetes para o veículo. Mesmo que os registros sejam na cidade que é muito maior que Corbélia, Nicácio alerta que os cuidados devem ser os mesmos.

“O mau uso de patinete, muitas vezes na via inadequada, calçada irregular, ele compete muitas vezes com bicicleta o que pode causar acidentes como colisão, ou muitas vezes, quedas, estas que são o principal motivo de lesões graves já que a velocidade do patinete pela sua própria motorização pode ser elevada, maior que uma bicicleta ou uma pequena moto que anda numa via de menor velocidade, e obviamente como acidentes de moto, não existe nenhum meio de proteção do condutor, agravado pelo fato que esse tipo de veículo não obriga uso de capacete”.

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O sargento Ednilson compartilha da mesma opinião quando se trata da regulamentação do uso dos patinentes. Para o militar, a falta de normas que obrigam o uso de EPIS é o que coloca o usuário em risco e aumenta a quantidade de condutores do patinete. “Pecamos sempre na prevenção, não se utiliza EPI adequado, mesmo não tendo legislação a gente sabe que um veículo que tem velocidade de 6 a 30 km por hora, sofrer queda pode ser fatal. Não tem sinalizador, não sabe utilizar um braço que vai virar direita ou esquerda, não tem capacete, joelheira, cotoveleira. Esse veículo conforme ele freia, joga a pessoa por cima disso, são situações inerentes de acidentes que acontecem com motos”.

Rodrigo Nicácio afirma que o aumento do uso do veículo no município tem preocupado as autoridades de atendimento de urgência e acredita que são necessárias normas locais para o uso.

“O maior risco que a gente encontra é o não uso do equipamento de proteção individual, que pode num acidente proteger a cabeça da vítima. Por isso acho válida uma discussão, regramento de alguma forma, do uso desses veículos no que diz respeito a velocidade e proteção do condutor, e também a via que ele vai trafegar, para que não tenha mais vítimas no sistema de urgência que podem ser graves para competir com outros pacientes que aguardam leito de UTI”.

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