A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da Delegacia da Mulher de Cascavel, concluiu o inquérito que investigava um caso de roubo com restrição de liberdade e estupro ocorrido em dezembro de 2016, em Cascavel, no Oeste do Paraná. O avanço das técnicas de investigação genética permitiu identificar um suspeito, que foi formalmente indiciado pelos crimes.
Segundo a PCPR, a vítima foi abordada em frente à própria residência por homens armados e obrigada a entrar em sua caminhonete Toyota Hilux. Durante o trajeto, um dos criminosos assumiu a direção do veículo e o grupo seguiu até uma área rural próxima ao trevo do CEASA.

No local, a vítima foi levada para uma plantação e mantida sob ameaça de uma arma de fogo enquanto os demais envolvidos fugiram com a caminhonete. O homem que permaneceu com a vítima teria roubado R$ 1 mil e, mediante violência e ameaças de morte, cometido o estupro.
Na época, foram realizadas diversas diligências, incluindo a elaboração de retrato falado e a coleta de material biológico nas roupas e no corpo da vítima. Apesar das investigações, não foi possível identificar os autores e o inquérito acabou arquivado em 2019.
O material genético, porém, foi preservado.
Anos depois, um laudo pericial elaborado pela Polícia Científica apontou compatibilidade entre o DNA coletado na vítima e o perfil genético de um indivíduo que constava no Banco de Perfis Genéticos. Com o resultado, a Polícia Civil solicitou o desarquivamento do inquérito e retomou as investigações.
O suspeito identificado já está preso na Penitenciária Estadual de Guaíra, onde cumpre penas definitivas que, segundo a PCPR, somam mais de 50 anos de reclusão por outros crimes violentos e por participação em organização criminosa.
A Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado em razão do caso de 2016, mas o pedido foi indeferido pelo Poder Judiciário. Portanto, não houve uma nova prisão relacionada a este inquérito.
Nesta sexta-feira (28), o suspeito foi interrogado por videoconferência no sistema prisional e negou a prática dos crimes.
Após a conclusão das diligências, a Polícia Civil formalizou o indiciamento do homem pelos crimes de roubo agravado, previsto no artigo 157, § 2º, incisos I, II e V, do Código Penal, e estupro, previsto no artigo 213.
O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para a adoção das providências cabíveis.






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