Você sabe o que é e para que serve o PIX?

Se você possui uma conta em uma instituição financeira como bancos, cooperativas de crédito ou mesmo em Fintechs, provavelmente já recebeu alguma notificação deles acerca do novo método de pagamento instantâneo do Banco Central, o PIX, inclusive solicitando o cadastramento de uma chave. Mas, você já sabe para quê ele serve o PIX? 

O PIX é um novo meio de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central, que vai ser uma nova opção ao lado de TED, DOC e cartões para pessoas e empresas fazerem transferências de valores, realizarem ou receberem pagamentos.

Com o PIX, as pessoas e empresas poderão fazer essas transações em menos de 10 segundos, usando apenas aplicativos de celular.

Basicamente, o PIX é uma nova forma de transferir, pagar e receber valores, trazendo ainda mais liberdade, segurança, agilidade e conveniência aos usuários.

Desde 5 de outubro de 2020, vem acontecendo um movimento das instituições financeiras para um processo de pré-cadastro para utilização da ferramenta, no qual quem tem uma conta em um banco ou instituição financeira cooperativa como o Sicredi, por exemplo, já pode confirmar o interesse no uso do PIX, cadastrar uma chave, para começar a utilizar o PIX que começará a funcionar em todo o país a partir de 16 de novembro.

Mas afinal o que seriam essas chaves? Primeiro precisamos entender que o objetivo do PIX é construir soluções que permitam que a realização de um pagamento instantâneo seja tão fácil, simples, intuitiva e rápida quanto realizar um pagamento com dinheiro em espécie. Para tanto, os pagadores poderão iniciar pagamentos por pelo menos três formas diferentes:

  1. por meio da utilização de chaves ou apelidos para a identificação da conta transacional, como o número do telefone celular, o CPF, o CNPJ ou um endereço de e-mail;
  2. por meio de QR Code (estático ou dinâmico); ou
  3. por meio de tecnologias que permitam a troca de informações por aproximação, como a tecnologia near-field communication (NFC).

É importante ressaltar que para “fazer um PIX” basta que o pagador saiba apenas um desses dados (“chaves”) do recebedor para conseguir efetuar um pagamento, acabando com aquela necessidade de compartilhamento de todos os dados bancários para realização de uma transferência. Por isso é tão importante o cadastro desta “chave” antecipadamente.

Segundo o Banco Central, os clientes pessoas físicas podem ter 5 chaves para cada conta do qual forem titular, enquanto os clientes pessoa jurídica podem ter 20 chaves para cada conta do qual forem titular, ou seja, é possível cadastrar chaves em mais instituições financeiras, como exemplo ter uma chave para um banco, outra para cooperativa e outra em um banco digital.

É importante destacar que o PIX não é um novo aplicativo e sim mais uma função que passará a ficar disponível dentro das plataformas digitais que você já usa, como o aplicativo da sua instituição financeira ou o internet banking. Por lá, via ícone PIX, será possível fazer facilmente o pagamento instantâneo pelas “Chaves PIX” cadastradas ou ainda através da leitura de QR Code.

A operação poderá ser feita entre pessoas físicas, jurídicas e governo para pagamentos das Guias de Recolhimento da União. 

A Principal vantagem de ter o PIX é que ele permitirá pagamentos e transferências bancárias durante 24 horas por dia e 7 dias por semana, incluindo feriados, as transações serão concluídas em menos de 10 segundos e além disso, o serviço será gratuito e ilimitado para pessoas físicas, inclusive MEIs (microempreendedores individuais) já para demais empresas deve ter um custo de R$ 0,01 (um centavo) a cada 10 (dez) transações.

Neste momento, você deve estar se perguntando: mas, afinal, será seguro fazer transferências pelo PIX? A resposta é sim! Todas as operações serão criptografadas, rastreadas e monitoradas 24 horas por dia durante os sete dias da semana, seguindo os mais rigorosos protocolos e com um sistema que se comunica diretamente com o Banco Central, a fim de evitar fraudes.

Vale reforçar que mesmo com o PIX disponível, os consumidores ainda terão a opção de usar as alternativas tradicionais para movimentação de valores, como o DOC (Documento de Ordem de Crédito) ou a TED (Transferência Eletrônica Disponível). 

Fica uma dica para evitar golpes, só realize o cadastramento de chaves PIX por meio das plataformas (internet Banking, Mobile, aplicativo) dos bancos, cooperativas ou Fintechs que você já possui relacionamento. E lembrem-se que as instituições financeiras nunca pedem senhas ou códigos de validação de transações fora de seus canais digitais, então quando suspeitar nunca repasse nenhuma informação.

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