Você sabe o que é Alienação Parental e quais são as suas consequências?

VAMOS INICIAR PELA CONSTITUIÇÃO DE 1988

A Constituição Federal de 1988 elevou a dignidade da pessoa humana, assim, dentro do direito de família, visa garantir que todos os membros da família tenham um pleno desenvolvimento, merecendo principalmente a proteção por esse princípio à criança, partindo da premissa da sua vulnerabilidade. 

Art. 227 É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

ALIENAÇÃO PARENTAL

Inicialmente o termo parece estranho, mas se refere a comportamentos familiares, ocorrendo quando um dos progenitores, pai ou mãe, ao se depararem  com um processo de divórcio e distanciamento, acabam trazendo para o âmbito judicial a figura da prole (filhos), instigando no mesmo, raiva, rejeição, descontentamento, tudo através de mentiras e fatos que podem não ter acontecido. Tudo isso para prejudicar o antigo parceiro e afastá-lo do convívio do próprio filho (a).

Umas das invenções mais desagradáveis e de consequências muitas vezes irreversíveis, tanto para a criança que está alienada, quanto para o progenitor vítima do alienador, são os casos de falsas denúncias de abuso sexual. E por que é tão difícil assim? 

O fato é que o abuso sexual infantil intrafamiliar existe: “No período compreendido entre dezembro de 1996 e novembro de 1998, a análise de uma amostra de cinquenta vítimas de violência, com idade inferior a dezoito anos, apontou, quanto à pessoa da vítima, a idade entre dois e dezesseis anos, evidenciando que as crianças e adolescentes podem ser vítimas de violência sexual intrafamiliar em qualquer fase da vida”.

FALSAS DENÚNCIAS E SUAS CONSEQUÊNCIAS

As falsas denúncias de abuso podem ocorrer nos processos de alienação parental, quando um dos ex-cônjuges assume o papel de alienador para denegrir a figura do ex-parceiro da vida da criança. Muitas vezes não existe motivo aparente e o alienador pode desenvolver a síndrome da alienação parental quando ele mesmo começa a acreditar em suas mentiras.

De acordo com DANTAS OLIVEIRA, “Quando se percebe que há a possibilidade de o genitor esta realizando a implantação de falsas memórias na criança e construindo para ela uma “realidade inexistente”, podemos observar presente outra forma de abuso”, também segundo NEVES EDUARDO “Trata-se de um abuso psicológico grave e extremamente perverso, sem dúvida danificará o desenvolvimento da criança, não só mutilando a relação desta com o outro genitor, mas criando uma confusão psíquica irreversível”

A falsa denúncia é, também, uma forma de abuso, pois as crianças são, compulsoriamente, submetidas a uma mentira, sendo emocional e psicologicamente manipuladas e abusadas. Essa falsa denúncia passa a fazer parte de suas vidas e, por causa disso, terão de enfrentar vários procedimentos (análise social, psiquiátrica e judicial) com o objetivo de esclarecimento da verdade. 

O mais grave é que, diante de uma falsa denúncia, além do prejuízo estar feito (para toda a família e, principalmente, para a própria criança), a certeza sobre o que realmente ocorreu dificilmente será alcançada e esclarecida. Por isso vale lembrar, se alguém estiver em contato com um alienador, deve fazer a denúncia imediatamente, reduzindo o dano psicológico da criança e evitando a prisão e acusação inconsequente e maldosa que será acometido um dos progenitores que está sendo vítima no processo.

Links de Referência.

https://psicologiaandremarques.blogspot.com/2010/05/

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