Paraná ativou 779 leitos Covid-19 em duas semanas

Nestas duas semanas, de acordo com número de leitos abertos, é como se o Estado tivesse aberto um novo hospital de grande porte para atendimento aos paranaenses.

UTI do Hospital Santa Clara, em Colorado, na região Norte do Paraná. 03/08/2020 - Foto: Geraldo Bubniak/AEN

O Governo do Estado ativou 779 leitos exclusivos Covid-19 nas últimas duas semanas. As ampliações emergenciais começaram em 22 de fevereiro e, desde então, 259 UTIs e 520 enfermarias foram colocadas à disposição da população em todo o Paraná.

Desde sábado 06/03 até a noite desta segunda-feira 08/03, foram ativadas 46 UTIs e 35 enfermarias nos municípios de Curitiba (23 UTIs), Campo Mourão (6 UTIs), Paranavaí (5 UTIs e 20 enfermarias), Irati (8 UTIs), Palotina (4 UTIs e 5 enfermarias) e Bandeirantes (10 enfermarias).

O governador do Estado, Carlos Massa Ratinho Junior afirmou que o Paraná tem feito um grande esforço para ampliar o maior número de leitos possível para os casos suspeitos e confirmados da Covid-19. Nestas duas semanas, de acordo com número de leitos abertos, é como se o Estado tivesse aberto um novo hospital de grande porte para atendimento aos paranaenses. 

Ele ainda acrescentou que infelizmente sabe que estas ações não são infinitas e que está no limite, seja com equipamentos, medicamentos ou equipe médica especializada. Por isso conta com o apoio da população em retomar as medidas de prevenção e evitar a contaminação pelo vírus. 

LEITOS – De acordo com a Regulação de Leitos Estadual, nesta segunda-feira (08) o Paraná somava 1.473 leitos de UTI Adulto e 2.267 enfermarias, com ocupação de 97% e 80% respectivamente.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto disse que este é o maior número de leitos ofertados em todo o Estado desde o início da pandemia. Porém, a fila de espera por leitos exclusivos também tem aumentado, chegando a 1.071 pacientes aguardando por uma transferência nesta data, ou seja, por mais que o Governo disponibilize mais leitos a quantidade de pessoas que se contaminam e precisam de atendimento ainda é maior.

Estes pacientes que aguardam na fila de espera não estão desassistidos, mas necessitam de atendimento mais específico e transferência destas unidades básicas de saúde ou de pronto atendimento. O secretário finalizou dizendo que o atendimento está sendo realizado dentro do que a estrutura permite. Obviamente não é a realidade que gostaríamos, mas chegou no limite e se não retomar os cuidados pode-se perder mais vidas em filas de espera.

Fonte: AEN