A Polícia Civil do Paraná (PCPR) atuou em uma investigação que resultou no resgate de uma mulher, de 27 anos, que estava sendo mantida em cárcere privado no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro. A ação ocorreu na noite de terça-feira (3), com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro e da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
Segundo a PCPR, a investigação teve início após familiares da vítima procurarem o Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), em Curitiba, informando que a mulher estaria sendo mantida em cativeiro por um homem que havia conhecido no Rio de Janeiro.
De acordo com o delegado Thiago Teixeira, após receber a denúncia, a equipe iniciou diligências para confirmar a localização da vítima e do suspeito. “Nós fomos acionados no dia de ontem, quando uma pessoa procurou o Grupo Tigre relatando que a filha estava sendo mantida em cárcere privado no Rio de Janeiro. Iniciamos as investigações, confirmamos que ambos estavam no mesmo local, inclusive na mesma residência, e repassamos as informações à polícia do Rio”, afirmou.
Ainda conforme a investigação, a vítima conheceu o suspeito em dezembro do ano passado, quando foi abordada por ele em uma praia. Após recusar um relacionamento, passou a sofrer ameaças e perseguições. No último sábado, o homem conseguiu acessar o apartamento da vítima e, desde então, passou a mantê-la no local, impedindo que saísse.
Durante o período em que esteve em cárcere, a mulher relatou ter sofrido agressões e violência sexual. Em um momento de descuido do suspeito, conseguiu enviar uma mensagem à família informando sobre a situação.
Com as informações repassadas pela PCPR, a Delegacia Antissequestro do Rio de Janeiro se deslocou até o endereço indicado, realizou o resgate da vítima e prendeu o homem, de 30 anos, em flagrante. Ele foi encaminhado às autoridades pelos crimes de cárcere privado, estupro e corrupção ativa, após tentar oferecer dinheiro aos policiais para evitar a prisão.
A vítima foi levada para atendimento médico e psicológico. Segundo a Polícia Civil, ainda será apurado como o suspeito conseguiu acessar o apartamento, se houve autorização da vítima ou liberação pela portaria do prédio.
As investigações agora seguem sob responsabilidade da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que dará continuidade ao inquérito. A PCPR destacou a importância da integração entre as forças de segurança de diferentes estados para o enfrentamento de crimes dessa natureza.








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