Alongar faz bem para o corpo e para a alma

Os primeiros indícios relacionados com atitudes de alongamento muscular ou flexibilidade datam por volta do ano de 2500 a. C. Nesta época, encontramos as pinturas funerárias das tumbas de Beni Hassan, no antigo Egito, onde aparecem alguns desenhos em que se observam exercícios de flexibilidade realizados individualmente e em duplas.

No Oriente, onde surgiu a liga, existem outras disciplinas também milenares, como o don-in é o tai chi chuan, as quais utilizam técnicas de alongamento similares às que conhecemos na atualidade.

No ocidente, durante a época romana, existiam grupos de contorcionistas  que realizavam práticas de desenvolvimento da flexibilidade que os levaram a seus limites e consequências. Esses exercícios eram exibidos, na forma de espetáculo, em festas e reuniões daquela época.

É comum a utilização indistinta dos termos flexibilidade, mobilidade articular, soltura, Alongamento, amplitude e stretching como sinônimos. Ainda que na verdade, a utilização desses termos não acarrete qualquer problema de compreensão, é necessário estabelecer uma definição para cada um deles, descrevendo sua relação.

Definimos a flexibilidade com a capacidade mecânica fisiológica que se relaciona com o conjunto anatômico funcional de músculos e articulações que intervém na amplitude dos movimentos. Isso depende da mobilidade articular, entendida como o grau de liberdade específica de cada uma das articulações, da elasticidade muscular, referida como a propriedade do músculo em estender se (Alongamento muscular), é em recuperar seu estado inicial, sem que ocorra um detrimento da sua produção de força e potência .

Mobilidade articular, entendida como a limitação do movimento que envolve o contato ósseo, os ligamentos e a cápsula articular, formando um conjunto mecânico que permite movimentos específicos em cada articulação.

O músculo em si permite uma grande capacidade de alongamento, porém é o tecido conjuntivo que constitui, que contribui para a limitação do seu prolongamento. É interessante ressaltar os dois tipos de tecido conjuntivo: em uma parte, o tecido conjuntivo fibroso, que fora apneuroses, fáscias, ligamentos e tensões e na outra parte o tecido conjuntivo elástico, que forma as próprias fibras elásticas (perimísio, epimísio e endomísio).

Os benefícios de se alongar são muitos desde de nível fisiológico, que seria regular o tônus muscular, melhorar as funções respiratórias, retarda a fadiga e permite uma rápida recuperação.

Mecânico: diminui a tensão da coluna vertebral, atua como estabilizador e corretor postural.

Físico e motor: melhora as qualidades físicas , principalmente a velocidade e a força.

Psíquico: melhora a auto imagem, canaliza os Estados de ansiedade e estresse e diminui a tensão psíquica, predispõe aos Estados de relacionamento.

Higiênico: melhora a qualidade de vida, atua como promotor de saúde.

No vídeo demonstra uma aula que você pode estar fazendo em casa, cada posição recomenda se de 10 a 15 segundos para cada posição, sempre trabalhando a respiração e a concentração durante a execução dos movimentos.

Estes exercícios auxiliam no relaxamento da musculatura tanto dos membros superiores quanto dos membros inferiores.

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