A Casa Própria é para Você?

Você sabe qual é o processo para o financiamento ou compra de um imóvel novo? Iremos te ajudar com esses pontos e esclarecer um pouco sobre este universo.

Se eu te perguntasse agora, quais são seus dois maiores sonhos? Provavelmente muita gente iria citar “iniciar ou concluir um curso superior ou abrir o seu próprio negócio”, mas com certeza, a maioria das pessoas que respondessem diria “Ganhar na Loteria” e “Conseguir a Casa Própria”.

Talvez pensando nisso em Março de 2009 o Governo Federal lançou o Programa Minha Casa Minha vida, com juros por volta de 40% mais baixos que os praticados e condições muito mais facilitadas do que as existentes na época.

Os Beneficiários puderam adquirir imóveis, tanto apartamentos de um ou dois quartos ou até casas dentro de condomínios, quando enquadrados nas regras do programa.

Em julho de 2020 por meio de uma medida provisória, o Governo Federal anunciou o lançamento do Programa Casa Verde Amarela, que tem a meta de substituir o minha casa minha vida e melhorar alguns pontos do programa anterior.

Quais são as Faixas atendidas?

A faixa 1, mais popular, será subsidiada pelas prefeituras, normalmente, necessitando de um cadastramento por conta do poder público. Já as faixas 2 e 3, são comercializadas e financiadas baseadas no patamar de renda do contratante.

A faixa 2 abrange as famílias com renda de R$ 2 mil até R$ 4 mil por mês. A faixa 3 por sua vez abrange quem tem renda de até R$ 7 mil por mês.

Cada faixa tem as suas próprias taxas de juros e subsídios proporcionalmente definidos, diferentemente do teto de financiamento, que na nossa região é estabelecido em 140 mil reais.

E quais as diferenças entre os dois programas?

Uma grande diferença entre os dois programas, é a modificação das taxas de juros, tanto em relação ao MCMV, quanto em relação às regiões do Brasil. O Norte e Nordeste são beneficiados pela plataforma, contando com taxas mais baixas que as outras áreas do país.

Na região Sul, as taxas da faixa 2 (a mais procurada) partem de 5% ao ano, em contraponto aos 6% do MCMV, causando nos valores finais uma boa diferença das parcelas a serem pagas por quem contrata o financiamento.

Mas você sabe como pode se beneficiar desse programa?

Vamos aqui supor a compra de terreno e a construção da residência. Primeiramente, como já falamos antes, é necessário se enquadrar na faixa de renda pretendida, nesse exemplo, a faixa 2, que vai de 2 mil reais até 4 mil reais, que podem ser de um contratante apenas ou somada com a renda do cônjuge ou familiares.

Depois disso é preciso encontrar um terreno que se adapte ao seu projeto e que esteja dentro do orçamento do financiamento, que contempla a compra do terreno e a construção da casa, inclusa a mão-de-obra (R$ 140 mil).

Do valor do teto, o máximo financiado é de 80%, ou seja, cerca de 112 mil reais. Os outros 28 mil são considerados como entrada do contratante. Esse dinheiro pode ser injetado no financiamento em forma de dinheiro, veículos ou até mesmo descontos em acordo com o vendedor do terreno, ou na loja de materiais de construção.

O valor do teto deve abranger a compra do terreno e a construção da residência. E os valores, tanto de mão-de-obra quanto dos materiais são tabelados pela tabela SINAPI e as planilhas são preenchidas pelo profissional responsável pela obra e encaminhadas à Caixa Econômica Federal pelo correspondente bancário.

Uma coisa que pouca gente sabe, é que as construções financiadas por esses programas não tem um projeto definido, podendo ser definido pelo cliente.

Se a construção tiver até setenta metros quadrados, ao ser averbada no fim da obra, fica isenta do pagamento de alguns tributos, mas isso não impede de a obra ser maior do que isso.

Projetos com dos dois quartos, banheiro social, sala de estar e cozinha não são obrigatórios, podendo ser desenvolvidos da forma que você quer, contanto que fique restrito dentro do orçamento máximo de cento e quarenta mil reais.

Se você quiser saber mais a respeito de financiamentos ou sobre as regras deles, entre em contato com a gente aqui na caixa de comentários ou no Whatsapp da Conexão Revista.